segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mãããe, cadê o Merthiolate?

Superar é como joelho ralado depois de cair da bicicleta ou com os patins. Você corre pra sua mãe se lamentando e mostra o machucado pra ela. A ferida ainda exposta arde e sua mãe diz:
"É só colocar um remidinho que passa...", e você "Não, mãe. Vai arder!"
A minha mãe nunca me iludiu, sempre dizia que arderia mesmo, mas eu tinha que ser forte pois logo curaria. Mal sabia eu que ela me preparava pro que viria mais tarde... Muitos tombos, coração ralado e choros que traduziam direitinho o "Tá doendo, mãe!".
Com o tempo, entretanto, a gente aprende a pegar o remédio nós mesmos e ardendo, supera. Quem toma as rédeas da situação a partir de hoje, somos nós. Caiu, machucou? Então supera! Você se meteu nessa, levante, pega a "bici" e pedala de novo.
Por algum tempo, aquele machucado fica exposto. Sensível e vulnerável a qualquer mínima coisa que nos lembre da sua existência. Se seu coração se encontra nessa situação "dolorosa" que a do seu joelho ou cotovelo há alguns anos, lembre-se de recorrer ao Merthiolate aliviar a dor incômoda. E espere até a ferida se fechar - porque um dia fecha - até sobrar somente um cicatriz rosada que insistirá em te lembrar do que houve, do quão "alto" e feliz você estava quando se percebeu chegando cada vez mais perto do chão. Mas lembra principalmente que, assim como o machucado físico, esse também faz parte do nosso crescimento

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