segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Livro Aberto, Coração Estagnado!

Pois é, não foi dessa vez que consegui superar nem sei se terei sucesso tão cedo.
Às vezes me pego pensando "Poxa, como a vida prega peças... Quando você acha que tudo vai certo finalmente, lá vem ela e te dá uma rasteira."
Acontece, normal. Faz parte de nosso crescimento enquanto seres humanos. O problema real surge quando as pessoas começam a questionar o que foi que nos aconteceu. Não, meu amigo, o certo é "quem" nos aconteceu. Mas como você não é bobo nem nada, desvia a pergunta com dose de humor, que amarga na boca: "Ah, sabe como é, ano novo, vida nova!" Não precisa ser direto, as pessoas geralmente entendem o que você quis dizer seguem o fluxo, levando na brincadeira também, até pra não se tornarem invasivos.
Se essa página virada insiste em te relembrar dos fatos, mesmo guardando o livro no fundo do guarda-roupa, preste atenção: sempre haverá alguém com a mesma edição, afinal você não é o único que conhece a história e te surpreenderá com o objeto debaixo  do braço, abrindo bem naquela página e você vai se segurar para não repetir o erro constante de ler(mesmo que espiando).
Eis a solução: Deixe o livro à vista, abra na dita cuja e observe por horas, dias, semanas. Conviva com a página! Uma hora você se entendia e é obrigado a virar a folha de vez - sem voltar atrás.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mãããe, cadê o Merthiolate?

Superar é como joelho ralado depois de cair da bicicleta ou com os patins. Você corre pra sua mãe se lamentando e mostra o machucado pra ela. A ferida ainda exposta arde e sua mãe diz:
"É só colocar um remidinho que passa...", e você "Não, mãe. Vai arder!"
A minha mãe nunca me iludiu, sempre dizia que arderia mesmo, mas eu tinha que ser forte pois logo curaria. Mal sabia eu que ela me preparava pro que viria mais tarde... Muitos tombos, coração ralado e choros que traduziam direitinho o "Tá doendo, mãe!".
Com o tempo, entretanto, a gente aprende a pegar o remédio nós mesmos e ardendo, supera. Quem toma as rédeas da situação a partir de hoje, somos nós. Caiu, machucou? Então supera! Você se meteu nessa, levante, pega a "bici" e pedala de novo.
Por algum tempo, aquele machucado fica exposto. Sensível e vulnerável a qualquer mínima coisa que nos lembre da sua existência. Se seu coração se encontra nessa situação "dolorosa" que a do seu joelho ou cotovelo há alguns anos, lembre-se de recorrer ao Merthiolate aliviar a dor incômoda. E espere até a ferida se fechar - porque um dia fecha - até sobrar somente um cicatriz rosada que insistirá em te lembrar do que houve, do quão "alto" e feliz você estava quando se percebeu chegando cada vez mais perto do chão. Mas lembra principalmente que, assim como o machucado físico, esse também faz parte do nosso crescimento