sábado, 15 de março de 2014

Uma Fatia de Amor Próprio, por favor!

Talvez aquele tenha sido meu maior sinal e somente eu insista em não enxergar. Você talvez tenha terminado sua missão na minha vida e precisou agir. Não é o que dizem: sempre aprendemos alguma coisa com quem quer que passe pela gente? Pois eu me obriguei! Não tive escolha mesmo, né? O jeito foi me adequar à situação e levar adiante tudo o que havia sido feito, dito, sentido – sim, porque é adiante que as coisas boas surgem. Depois de um baque, quando seu chão rui e seu coração simplesmente esfarela.
Quem mandou segurar o bolo sem a cautela de praxe? Acabou se lambuzando com todo aquele glacê branquinho e tão doce... Pensou que outra pessoa o tomaria de você? Ele nunca foi seu, meu bem! Considere o fato de que pelo menos você lambeu os dedos depois...

No entanto, decida deixar fluir. Pra que forçar uma situação, não é verdade? Vai ver nem é pra ser desse jeito, mas a saudade dói e grita “Volta!”; memória, essa oportunista e seu dia-a-dia dizem pra lembrar; e a razão, única que faz sentido até então, aconselha a esquecer. Eu, ainda assim, acrescento: desconsidere! O que te faz mal, seus sentimentos, essa condição que maltrata. Foque no que é pra você, hoje, prioridade! Porém, não se esqueça de quem realmente é. Não perca sua essência pras circunstâncias, mas encontre nelas motivos para preservá-la. Pois por algum motivo inexplicável, você sempre a tem, mesmo que faça de tudo para perdê-la.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Livro Aberto, Coração Estagnado!

Pois é, não foi dessa vez que consegui superar nem sei se terei sucesso tão cedo.
Às vezes me pego pensando "Poxa, como a vida prega peças... Quando você acha que tudo vai certo finalmente, lá vem ela e te dá uma rasteira."
Acontece, normal. Faz parte de nosso crescimento enquanto seres humanos. O problema real surge quando as pessoas começam a questionar o que foi que nos aconteceu. Não, meu amigo, o certo é "quem" nos aconteceu. Mas como você não é bobo nem nada, desvia a pergunta com dose de humor, que amarga na boca: "Ah, sabe como é, ano novo, vida nova!" Não precisa ser direto, as pessoas geralmente entendem o que você quis dizer seguem o fluxo, levando na brincadeira também, até pra não se tornarem invasivos.
Se essa página virada insiste em te relembrar dos fatos, mesmo guardando o livro no fundo do guarda-roupa, preste atenção: sempre haverá alguém com a mesma edição, afinal você não é o único que conhece a história e te surpreenderá com o objeto debaixo  do braço, abrindo bem naquela página e você vai se segurar para não repetir o erro constante de ler(mesmo que espiando).
Eis a solução: Deixe o livro à vista, abra na dita cuja e observe por horas, dias, semanas. Conviva com a página! Uma hora você se entendia e é obrigado a virar a folha de vez - sem voltar atrás.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Mãããe, cadê o Merthiolate?

Superar é como joelho ralado depois de cair da bicicleta ou com os patins. Você corre pra sua mãe se lamentando e mostra o machucado pra ela. A ferida ainda exposta arde e sua mãe diz:
"É só colocar um remidinho que passa...", e você "Não, mãe. Vai arder!"
A minha mãe nunca me iludiu, sempre dizia que arderia mesmo, mas eu tinha que ser forte pois logo curaria. Mal sabia eu que ela me preparava pro que viria mais tarde... Muitos tombos, coração ralado e choros que traduziam direitinho o "Tá doendo, mãe!".
Com o tempo, entretanto, a gente aprende a pegar o remédio nós mesmos e ardendo, supera. Quem toma as rédeas da situação a partir de hoje, somos nós. Caiu, machucou? Então supera! Você se meteu nessa, levante, pega a "bici" e pedala de novo.
Por algum tempo, aquele machucado fica exposto. Sensível e vulnerável a qualquer mínima coisa que nos lembre da sua existência. Se seu coração se encontra nessa situação "dolorosa" que a do seu joelho ou cotovelo há alguns anos, lembre-se de recorrer ao Merthiolate aliviar a dor incômoda. E espere até a ferida se fechar - porque um dia fecha - até sobrar somente um cicatriz rosada que insistirá em te lembrar do que houve, do quão "alto" e feliz você estava quando se percebeu chegando cada vez mais perto do chão. Mas lembra principalmente que, assim como o machucado físico, esse também faz parte do nosso crescimento

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Foi Só Um Beijo, poxa!

Eles olharam-se profundamente, vendo em seus olhos alma um do outro enquanto diziam: “Eu não vivo sem você!” Bastaram 5 cm pra que seus lábios estivessem colados num beijo terno e gentil.
Ao ler isso, o que você imaginou? Quais eram as pessoas que realizavam a cena? Um casal, certo? Certo! Um casal homossexual.

Espantado? Acredito que sim!

Percebe que não há a menor diferença entre um casal hétero e um homossexual? Percebe que os sentimentos e ações são os mesmos, que brilho no olhar continua intenso, que os corações batem na mesma freqüência acelerada e descompassada, que as mãos suam e as pernas também bambeiam...

Então, pra que tanto alarde? Foi só um beijo!
"O amor desconhece limites."

Foi inesperado, um beijo de liberdade, de aceitação. Pode até ter sido um beijo de “e assim retomamos nosso ibope”, mas de qualquer forma, valeu à pena! Senti uma alegria imensa quando me deparei com a “evolução” da mídia ou do autor em mostrar algo que era até então tratado como tabu e completamente censurado.
 Sinto que foi o primeiro passo de muitos que estão por vir. Ainda há tanto a ser mudado, tanto caos a ser apaziguado, tanto desamor transformado em bons sentimentos, tanto ainda pra ser aceito e tratado com devido respeito.
O beijo mostrou que todos nós temos o direito de amar, de se permitir fazer e sentir, principalmente sentir.

Porque "sentimento não tem explicação, só existe.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Essa Tal Sinceridade...

Sinceridade é complicado, né? É tão relativa que pra algumas pessoas é essencial e outras simplesmente detestam.
A sinceridade às vezes te pega de jeito, surpreende pela objetividade, mas também pode ficar lai escondida, tímida, com medo de surgir e assustar a quem for direcionada.
Pode estar na sua vida sempre ou dar as caras quando for "solicitada"; pode machucar e deixar marcas, e fazer o dia de alguém melhor. Muitos precisam dela para seguir com suas vidas, se libertar. É boa para despreocupar, desatar nós na garganta e aliviar o aperto no peito.
Sinceridade pode destruir, mas a falta dela também. Mesmo assim, é capaz de renovar, juntar os cacos, secar as  lágrimas, fazer sorrir.
Na forma que vier, em qualquer tom, online ou pessoalmente, seja escancarada ou insegura, a sinceridade existe e devemos aprender a conviver com ela pois, por menos acostumados que estejamos com sua presença, é necessária.
Portanto, exercite essa "virtude", seja sincero com o próximo e principalmente, seja sincero com você mesmo. Assim quem sabe, possamos nos tornar pessoas mais leves e felizes.