Quem mandou segurar o bolo sem a cautela de praxe? Acabou se
lambuzando com todo aquele glacê branquinho e tão doce... Pensou que outra
pessoa o tomaria de você? Ele nunca foi seu, meu bem! Considere o fato de que
pelo menos você lambeu os dedos depois...
No entanto, decida deixar fluir. Pra que forçar uma
situação, não é verdade? Vai ver nem é pra ser desse jeito, mas a saudade dói e
grita “Volta!”; memória, essa oportunista e seu dia-a-dia dizem pra lembrar; e
a razão, única que faz sentido até então, aconselha a esquecer. Eu, ainda
assim, acrescento: desconsidere! O que te faz mal, seus sentimentos, essa condição
que maltrata. Foque no que é pra você, hoje, prioridade! Porém, não se esqueça
de quem realmente é. Não perca sua essência pras circunstâncias, mas encontre
nelas motivos para preservá-la. Pois por algum motivo inexplicável, você sempre
a tem, mesmo que faça de tudo para perdê-la.



