quarta-feira, 27 de março de 2013

Saudade

Saudade daquele tempo... Em que tudo era tão natural e ingênuo. Sem outras intenções, sem pretextos. Eram conversas à fio e risadas infinitas. Saudade das provocações, dos “xingamentos”, das brincadeiras. Dos abraços, aqueles que diziam “Senti sua falta.” e aqueles que eram simplesmente silenciosos. A forma como nos olhávamos e sabíamos exatamente o que o outro sentia ou pensava.
Saudade dos almoços, das tardes e das noites lá em casa. Os pedidos de “Fica mais um pouquinho”. Todo o tempo não era o suficiente. Nunca foi. Nunca bastou. Sempre pareceu que ainda tínhamos muito que conversar, que precisávamos de mais tempo, que não havíamos terminado o que começamos.
Nas despedidas, o coração ficava apertado, vazio. Saudade até disso, pois se haviam despedidas é porque nos víamos com mais freqüência. Agora nem tanto.
O que aconteceu? Será que fui eu? Você? Será que foram os dois?  Se afastando a medida que crescíamos e amadurecíamos, percebendo um no outro coisas que antes eram desconhecidas? Tudo ficou diferente, mais interessante. No entanto, o passado deixou saudade. Saudade do que tínhamos, do que se perdeu, aos poucos, pelo caminho.
Mas eu quero recuperar, sem perder o que temos hoje. Quero acrescentar, somar e talvez até multiplicar tudo isso. Vamos voltar no tempo, continuando no presente e retomar nossos hábitos de antigamente? Hoje pode ser diferente. Somos outras pessoas. Sei que algo em mim está mudado. E em você? Está?
Quero saber, eu preciso saber o que se passa agora pela sua cabeça: se você tem as mesmas ideias, os mesmos pensamentos e até os próprios sentimentos?
Você tem saudade?

terça-feira, 26 de março de 2013

Aqueles Dias

Sabe aqueles dias em que você acorda, mas parece que parte de você ainda está inconsciente e faz tudo tão mecanicamente, sem perceber? Veste o que vir primeiro e põe o calçado que lhe convier? Um dia como todos os outros, mas diferente. Um dia em que você não está muito a fim de falar, de conversar. Quer mesmo é ficar sozinho no seu canto, ouvindo uma música ou simplesmente contemplando “o nada”. Se sente vazio, sem motivo aparente. E não encontra algo que preencha esse buraquinho que, de repente, surgiu ali no seu íntimo. Aqueles dias em que todos à sua volta questionam a razão do seu silêncio, da sua tristeza e você realmente não sabe responder, pois nem mesmo você tem esse conhecimento.
Mas será que é preciso um motivo? Às vezes nós acordamos meio “sei lá”. Um tanto pensativos; inertes a qualquer situação. Acho que precisamos desses dias para parar, olhar em nosso interior e refletir sobre nós mesmos; sobre nossos atos, erros e acertos. A maneira como encaramos a vida, as dificuldades. Se somos realmente felizes ou se estamos esquecendo-nos de correr atrás dessa tal felicidade.  Se estamos em paz ou se nossa vida anda um turbilhão...
Há muito no que pensar. E realmente um dia não basta para responder a todas as perguntas, mas é o suficiente para repensarmos nossos conceitos.
Então, combinaremos assim: de vez em quando, vamos parar o que estamos fazendo e olhar para nós mesmos. Vamos nos questionar. Talvez assim possamos aos poucos nos transformar.

domingo, 24 de março de 2013

Não Chores Menina

Não chores menina, por quem não choraria por você. Não chores por alguém que somente lhe tira nunca te acrescenta. Não chores por algo que lhe fizeram ou deixaram de fazer. Não chores menina, por perder algo que nunca teve, nem por não ter o que gostaria. Não chores pelo tempo desperdiçado, pelos pensamentos em vão e os planos que foram postos fora. Não chores menina pelas investidas desprezadas ou pelo desprezo. Não chores por um sentimento que nunca foi mútuo. Não chores por algo que não vale nem nunca valeu à pena.
Mas sorria. Sorria por ter vivido o que viveu. Sorria por ter aprendido algo com os erros, as falhas. Sorria porque mesmo caindo, você se levantou. Sorria de cabeça erguida, por ter superado mais um baque. Por ter saído ainda mais forte e obstinada.
Realize novos sonhos e conquiste outros objetivos. Renove-se a cada dia. Trace metas. Seja uma nova “você” a cada nascer do sol, e ao se pôr, mude de novo. Transforme-se. Para melhor.  Vise novos horizontes. Adquira novos hábitos, manias. Esqueça o que passou e viva o presente, o agora.  Deixe sua luz brilhar como nunca brilhou antes e a irradie para quem está a sua volta.
Seja feliz pelo que você é, com o que você tem. Aprecie as pequenas coisas, os mais simples gestos e reconheça a bondade em cada um. Ria das próprias piadas, se emocione com histórias de vida, descubra sentimentos novos e singulares. Dê sempre um passo de cada vez, não se apresse. O tempo voa, mas é precioso. Viva cada segundo. Ame, jamais odeie. Alegre-se com as conquistas alheias, não inveje. Seja verdadeira. Com os outros e com você mesma. Você verá que a recompensa sempre vem. Sorria, sorria, sorria...
Sorria e não chores menina!